Home / Blog / Meia década de Papa Francisco

Meia década de Papa Francisco

O papa Francisco completou ontem cinco anos de pontificado e fez isso em uma época de grandes eventos da Igreja, como o Encontro Mundial das Famílias na Irlanda, em agosto, e o Sínodo sobre a Juventude no Vaticano, em outubro.

Além disso, após canonizar os papas João XXIII e João Paulo II, em 2014, Francisco acaba de assinar os decretos para a canonização do papa Paulo VI e do arcebispo salvadorenho Oscar Arnulfo Romero, brutalmente assassinado em 1980. As santificações, no entanto, ainda não tem data definida.

De imediato no calendário está o encontro pré-sinodal, que acontecerá em Roma, entre 19 e 24 deste mês para mais de 300 jovens de todo o mundo, crentes e não crentes, para preparar o Sínodo de Bispos, marcado para outubro e dedicado à juventude. Desde que foi eleito, em 2013, após a renúncia de Bento XVI, Francisco deu especial atenção às novas gerações e, mostra disso, sempre se reúne com jovens em suas viagens apostólicas.

A ideia do Sínodo de outubro será a de conhecer os estilos de vida e as preocupações dos mais novos para que a Igreja Católica tente adequar a linguagem e o uso das novas tecnologias para se aproximar mais desse público. Esta será a segunda Assembleia Geral Ordinária do Sínodo dos Bispos do pontificado de Francisco, depois do Sínodo sobre a Família, de 2015, embora um ano antes, em 2014, ele tenha convocado um Sínodo extraordinário sobre a mesma questão.

A defesa da família foi um assunto de grande importância para Francisco nestes cinco anos pois, conforme assinalou em várias ocasiões, promove fortes vínculos que são o melhor antídoto contra o individualismo. Por isso, outro dos grandes eventos que ele convocou para 2018 é o IX Encontro Mundial das Famílias, que acontecerá em Dublin, de 21 a 26 de agosto.

Por enquanto não há informação oficial da presença papal, mas o primeiro-ministro irlandês, Enda Kenny, disse em novembro de 2016 que o papa iria ao evento. Caso seja confirmado, Francisco será o segundo pontífice a visitar a Irlanda, depois do histórica viagem de João Paulo II em 1979, quando reuniu mais de 1 milhão de pessoas no Phoenix Park.

Esta se somaria às viagens que ele realiza desde 2013, entre elas as que fez ao Brasil – para a JMJ, no Rio de Janeiro -, Turquia, Coreia do Sul, Cuba, Estados Unidos, México e Mianmar.

Francisco efetivamente já tem programada uma ida Genebra para 21 de junho, na celebração dos 70 anos do Conselho Mundial de Igrejas (CMI), que promove o diálogo ecumênico entre as diferentes realidades cristãs. E em setembro visitará a Estônia, a Letônia e a Lituânia num novo passo para a aproximação com ortodoxos e Rússia.

Este gesto seguirá o histórico encontro que Francisco e o patriarca ortodoxo russo Kirill tiveram em 2016, em Havana, o primeiro dos líderes das duas Igrejas desde 1054, quando aconteceu o grande rompimento. Nos últimos cinco anos, Francisco se esforçou para construir pontes e entre os seus sucessos diplomatas está o desgelo, que ele intermediou, entre Cuba e Estados Unidos em 2014, e o encontro inédito no mesmo ano, no Vaticano, dos presidentes de Israel, Shimon Peres, e da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Mahmoud Abbas. O seu estilo mediador e conciliador promoveu o diálogo e a reconciliação em países como Venezuela e Colômbia, mas também serviu para condenar a exploração infantil, a tráfico humano, as guerras e o terrorismo.

Fonte: Agência EFE

Sobre admsilvio

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *